segunda-feira, 21 de março de 2011

Igreja Protestante ou Cúmplice?






Ora amigos se olharmos a história do Brasil veremos que a dita igreja protestante brasileira foi passiva, omissa e egoísta. O exemplo mais forte disso foi na época da ditadura militar no Brasil onde, padres católicos foram surrados, deportados e assassinados por se manifestarem em favor do povo Brasileiro e fazendo um contra ponto da atitude da igreja católica vemos a igreja evangélica brasileira se escondendo e fazendo vista grossa com relação ao que acontecia no país. 

Pior que a omissão foi a atitude das igrejas históricas como a IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil) que acusou Rubem Alves (considerado um dos maiores teólogos Brasileiros) de ser subversivo. Além disso, é grande a dificuldade de se encontrar documentos e pessoas que esclareçam esse período obscuro da igreja protestante brasileira. 
Só vejo as pessoas dizerem quem "vários pastores" foram presos, torturados e martirizados, ok, mas cadê o nome desses caras? 
Cito alguns fatos de atitude positiva da igreja protestante Brasileira:

O Departamento de Mocidade da Confederação Evangélica do Brasil (CEB) foi à primeira entidade de orientação evangélica a sofrer a perseguição do regime. Foi fechada sem direito de defesa. As igrejas Presbiteriana, Luterana, Metodista, Assembléia de Deus e Congregacional, promoveram eventos que ficaram célebres como a Conferência do Nordeste, em Recife - PE, com o tema “Cristo e o processo revolucionário”. Foi a primeira vez que os cristãos e os marxistas se encontraram para discutir a relação da igreja com a realidade social e cultura brasileira. Um dos preletores foi o sociólogo Gilberto Freyre. A conferência do Recife reuniu 160 delegados de 16 denominações evangélicas. Houve uma grande repercussão em todo Brasil. A Igreja estava em busca de uma identidade nacional, foi um período rico na busca de um caminho, a igreja brasileira refletia os mesmos movimentos da sociedade.
Quando o golpe se intensificou e as perseguições começaram a apertar o cerco sobre as igrejas, o movimento da Conferencia do Recife se desfez. Para os militares os inimigos estavam em todos os lugares, inclusive nas igrejas. A Faculdade Metodista Rudge Ramos em São Paulo foi fechada por ordem do governo militar em 1967, depois que os formandos escolheram D. Helder Câmara, bispo de Olinda e Recife e inimigo declarado dos “fardados”, como paraninfo da turma.
Naquela época os jovens evangélicos eram politizados, preocupados com o país. A ideologia era ensinada também na escola Dominical de algumas igrejas. O templo da Igreja Metodista Central de São Paulo foi cercado pela policia e muitos jovens saíram presos. O pastor da Igreja Batista em Volta Redonda no Rio de Janeiro, Geraldo Marcelo, foi preso três vezes como agente da subversão, chegando a ficar 43 dias em poder dos militares. Hoje ele conta que superou os traumas e relembra os cultos que realizava na cadeia: “cinco companheiros se converteram e um deles hoje é pastor”. O pastor Geraldo conta que sofria torturas diárias, pensou em suicídio para não entregar os irmãos na fé. “Eu pensava em me matar. A pressão era muito grande. Só que eu era forte, precisava de cinco ou seis agentes para me torturar”, conta ainda comovido com as lembranças. “Foi pela ação de Deus que eu não morri, eu me sentia como Jesus, querendo passar de mim aquele cálice”.
Neste tempo o número de evangélicos no pais era na ordem de 4,5% da população. Então porque uma comunidade tão pequena incomodava tanto o regime? As ações da repressão militar mostram que o pequeno grupo causava incômodo. A explicação é simples: num pais que tinha 39% de analfabetos, os evangélicos eram uma elite pensante, exercia influencia política e era percebido socialmente. Nem todos os crentes no entanto faziam parte deste grupo, a igreja em geral se comportou muito mal, o medo das mudanças reforçou o conservadorismo, e muitas igrejas cediam seus púlpitos para propaganda a favor do regime militar.


Porque estou tocando nesse assunto que quase ninguém fala (principalmente nos púlpitos)? 

A resposta é óbvia. Não podemos cometer os mesmos erros de um passado de omissão.  
Frente a atitudes sangrentas, imorais e ditatoriais temos que dar a cara à tapa pelo povo brasileiro que tanto sofre na mão de corruptos.

É interessante como hoje vemos o crescimento da bancada evangélica na câmara federal, uma pena que eles não apitam nada que não seja em favor de suas respectivas igrejas e partidos. Será que a grande massa evangélica que sai às ruas na marcha pra Jesus teria coragem de peitar uma perseguição política? Acho difícil, pois, na dispensa da maioria dos evangélicos está lotada de mantimentos, a máxima que crente não bebe, mas come que é uma maravilha, exemplifica e explica bem que enquanto não faltar o prato de comida de cada dia na mesa de todos, dificilmente haverá uma manifestação em massa.

1 comentários :

  1. Gostei. Despois conversaremos sobre alguns pontos ai, mas o post da show de bola. Não tinha noção, de como isso afetuo grandemente a massa protestante. Parabens filho!!

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