sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Sã Doutrina- Parte 2


Os costumes judaizantes da época; estavam ainda embasados na lei. Paulo pregara que o tempo da graça havia chegado, pois a expiação de Cristo na cruz quebrou todo paradigma religioso, que predominara na época. Cristo ainda em vida, tentou quebrar certos costumes, abrir o entendimento daquelas pessoas para com a interpretação das escrituras, mas o rejeitaram. Mesmo assim, havia alguns Judaizantes queriam impor nas igrejas os costumes em detrimento da igreja. O povo judeu levava muito a sérios os mandamentos que Yahweh ordenara a Moises.

Havia muitos doutores da lei, escribas que conheciam a lei de uma maneira extraordinária, mas não a praticavam. Mt 23.4, vemos o Senhor Jesus nos alertando ao povo em relação aos seus ensinos: “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles porem nem com o Dedo querem movê-los”. No contexto dessa mensagem, Jesus condena a hipocrisia dos fariseus, dizendo que eles obrigavam ao povo a praticarem a lei, mas eles mesmos, não faziam sequer um esforço para cumprir os mandamentos.
Veja que Paulo refere-se a eles como “falsos mestres”. O texto bíblico não diz isso com clareza, mas analisando bem ao contexto que o apostolo nos apresenta, é exatamente assim que ele considera tais doutores das escrituras. Não podemos menosprezar a lei, pois o próprio apóstolo nos diz que para aqueles que sabem utilizar a lei é boa, mas na verdade a lei tem que ser empregada a todos que cometem atrocidades, iniqüidades e os demais pecados que a bíblia contenda: Mt 12.3 - 4 nos diz assim: “Ele respondeu: Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam com fome? Entrou na casa de Deus, e junto com os seus companheiros, comeu os pães da Presença, o que não lhe era permitido fazer, mas apenas os sacerdotes”.
Nesse contexto de Mateus vemos Jesus juntamente com seus discípulos, passeando por uma lavoura de cereais. Os discípulos tiveram fome e colheram algumas espigas para comer. Logo em seguida, os fariseus vendo aquilo, “exortaram” Jesus dizendo que aquilo não era permitido no sábado. Ficaremos na primeira palavra da resposta do nosso Mestre: Não lestes? Fazer uma pergunta dessas para um fariseus ou doutor da lei era algo absurdo, pois eles meditavam na lei dia e noite, sabiam quantas palavras eram repetidas, sabiam quais palavras aparecia no meio dos livros, cada letra, sabiam tudo, mas eles não tinham uma coisa: Conhecimento do Espírito Santo. Paulo chama atenção de Timóteo para essa situação. Aqueles que queriam ser mestres, não a compreendiam seu verdadeiro significado, não tinham conhecimento algum da palavra de Deus, queriam ser mestres apenas para serem respeitados e admirados em publico, possuírem status. Veja o que Jesus diz em Mt 6.6: “E quando jejuardes, não vos mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando”. Os fariseus queriam ser admirados e respeitados pelo povo, se achavam espirituais demais, mas Jesus nesse contexto bíblico nos diz que: “a recompensa que queriam já obtiveram, mas não foram reconhecidos pelo Pai”.
Amados nos dias atuais as coisas não estão muito diferentes. Vemos pessoas sem gabarito algum para o ministério, querendo ser ministros da palavra de Deus. Pessoas querendo posição de pastor, mas ao menos sabem manusear as escrituras. Pastores teólogos que ao invés de usarem a teologia que aprenderam para pregarem o verdadeiro evangelho, distorcem as escrituras enganando ao povo. O ensinamento errado é o maior mal neste mundo, porque leva multidões de almas ao inferno. Mt 7 – 21 nos diz: “Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrara no reino dos céus”.
Analisem o contexto que estamos vivendo, e o que esta sendo ensinado dentro de muitas igrejas e faça a seguinte pergunta: Deus, sua palavra nos ensina exatamente isso? É essa a doutrinas que os apóstolos pregavam? O que mais me entristece é o modo que esta sendo ensinado e pregado o evangelho, se é que podemos chamar isso evangelho! Pastores, Bispos e Apóstolos, cada um deles contendo suas heresias. Pastores que acham que o avivamento é pular, dar cambalhota no púlpito, sair correndo no meio da igreja: bispos e apóstolos, não querem saber de evangelho. Ao invés de pregarem a cruz, pregam um evangelho que diz que você vai ficar rico, que Deus vai abençoar sua vida financeira, você vai ser dono de muitas posses, vai ser muito reconhecido no mundo, dizem a você que, ao aceitar a Cristo seus problemas acabaram, pergunto a você, isso é Evangelho? Essa é a Sã Doutrina que o Apostolo Paulo, tanto prezou?
A Sã Doutrina: 1 Timóteo 1.11 – “Esta sã doutrina se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito”.
Vejam o que Agostinho nos diz com relação ao Evangelho: “Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas sim, em si mesmo”.
Este versículo é muito profundo irmãos. Vejam: Esta sã doutrina que se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito.
O que é evangelho: A palavra evangelho vem do verbo grego euangelizomai. Que “significa: “anunciar”,” “proclamar” ou “trazer as boas novas”. Evangelização é a proclamação das boas novas da salvação em Jesus Cristo, visando levar a reconciliação entre o pecador e Deus Pai, mediante o poder regenerador do Espírito Santo. A palavra deriva-se do substantivo grego euangelion, “boas novas”. A palavra Doutrina significa: Conjunto de princípios que se baseia em um sistema religioso, político ou filosófico. A palavra “evangelho” descreve a mensagem do cristianismo. Na epístola de Paulo aos crentes de Roma, encontramos uma proclamação detalhada das doutrinas do cristianismo. As grandes verdades da Bíblia estão ali condensadas pelo Espírito Santo em uma das mais profundas obras literárias existentes. Na primeira sentença dessa obra-prima, encontramos a expressão “o evangelho de Deus”. A mensagem do cristianismo é uma mensagem de Deus, visto que Ele é o seu Autor, seu mais importante Assunto e seu Intérprete. (Jim Adams)
A natureza da salvação de Cristo é deturpada de forma lamentável pelos "evangelistas" de hoje em dia. Eles anunciam mais um Salvador do inferno do que um Salvador do pecado. E assim é porque muitos estão fatalmente ludibriados, e porque há multidões que desejam escapar do Lago de Fogo, mas sem terem o mínimo desejo de serem libertas da sua própria carnalidade e mundanismo. A primeira coisa dita Dele no Novo Testamento é: "A quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo ("não da ira vindoura", mas) dos seus pecados" (Mateus 1:21). Cristo é um Salvador para aqueles que percebem algo da excessiva malignidade do pecado, que sentem o terrível fardo dele sobre suas consciências, que se detestam a si mesmos por culpa dele, que desejam serem livres do seu terrível domínio; e um Salvador para ninguém mais. Se realmente Ele "salvasse do inferno" aqueles que ainda amam o pecado, Ele seria um Ministro do pecado, perdoando sua maldade e apoiando-os contra Deus. Que coisa indizivelmente horrível e blasfema com a qual acusam o Santo! (Arthur W. Pink)


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