sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Sã Doutrina- Parte 1

A Sã Doutrina
Parte 1

1 Timóteo 1.11 – “Esta sã doutrina se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito”.

Introdução: No dia 31 de outubro, iremos celebrar os 492 anos da Reforma Protestante, quando Lutero afixou suas 95 teses no Castelo de Wittenberg. Nessa noite quero expor-lhes uma das frases do reformador, que foi dita há quase quinhentos anos. Lutero disse assim: “Não estou preocupado com a vida, mas com as doutrinas. A vida má não causa grande dano a não ser a si mesma, mas o ensinamento errado é o maior mal neste mundo, porque leva multidões de almas ao inferno.



Não estou preocupado se és bom ou mau, mas eu atacarei teu ensinamento venenoso e mentiroso que contradiz a palavra de Deus.” Em pleno século 21, essas palavras soam fortemente aos nossos ouvidos, pois os ensinos dentro das igrejas nos dias de hoje, levara multidões de almas para o inverno. É tempo de despertarmos igreja.
Homens como Lutero, Calvino, Withefield, Spurgeon, Wesley, Finney, foram usados por Deus em suas épocas, não porque criaram uma nova doutrina, um novo evangelho, ou desenvolveram uma teologia totalmente fora da palavra de Deus. Não é nada disso! O que eles tinham em comum, era a fidelidade em Cristo e seus ensinamentos, as doutrinas que os apóstolos pregavam, e principalmente, eram fieis à palavra de Deus como um todo, não desprezando sequer uma vírgula das sagradas escrituras. Vemos na figura do apostolo Paulo, alguém que tinha um grande apreço pelo evangelho e era fiel aos ensinos do nosso Senhor.
Paulo apóstolo. Paulo foi um perseguidor assíduo dos discípulos de Jesus, pois todos aqueles que seguiam a Jesus eram considerados seus discípulos, e Paulo por sua vez, tentava parar o crescimento do povo eleito por Deus, chamados para uma santa vocação. Um dia, ele teve um encontro sobrenatural com o Senhor, tão sobrenatural que se tornou um grande propagador do evangelho, expandindo o reino de Deus, abrindo igrejas pelas cidades que passava, fazendo discípulos e fiel a palavra e aos ensinamentos de Cristo. O próprio apóstolo reconhece claramente, que havia sido blasfemo e perseguidor, mas que a graça e misericórdia Deus, o alcançou comissionando-o para uma santa vocação (1.12-14).

Se porventura houvera ele escrito tão-somente a Timóteo, não haveria necessidade alguma de anunciar seus títulos e reafirmar suas reivindicações ao apostolado, como o faz aqui, pois certamente Timóteo ficaria suficientemente satisfeito como simples nome. Ele sabia que Paulo era apostolo de Cristo, e não havia necessidade de comprovação alguma para convencê-lo, e há muito que nutria tal sentimento. Portanto Paulo esta aqui visando a outros que não estavam tão dispostos a dar-lhe ouvidos ou tão prontos a aceitar o que ele dizia. É por causa desses ‘outros’ que ele declara seu apostolado, a fim de que parassem de tratar o que ele ensina como se fosse algo sem importância. E ele também alega que seu apostolado é pelo mandato ou designação de Deus, visto que ninguém pode fazer de si próprio apóstolo genuíno e digno de toda honra.
Quando meditamos nessa carta de conselho pastoral que Paulo escreve a Timóteo, vemos quão amor e carinho o apostolo tinha para com Timóteo, carinho este que o considerava como filho (v 1). Esta qualificação comunica grande honra a Timóteo, pois Paulo o reconhece como seu filho legitimo, não menos digno que seu pai, e deseja que outros o reconheçam como tal. De fato ele enaltece Timóteo como se ele fosse outro Paulo. Todavia, como seria isso consistente com o mandamento de Cristo: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai” (Mateus 23.9), e com a própria afirmação do apostolo: “Porque ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríes, contudo, muitos pais, “não havereis de estar em muito maior submissão ao Pai dos Espíritos (1Co 4.15, Hb 12.9)”.”? “Minha” resposta é que a alegação de Paulo de ser pai, de forma alguma anula ou diminui a honra devida a Deus. Deus é o único pai de todos no âmbito da fé, porquanto regenera a todos os crentes pela instrumentalidade de sua palavra e pelo poder de seu Espírito, e é exclusivamente ele que confere a Fé. Aqueles a quem graciosamente lhe apraz empregar como seus ministros, ao fazer isso, ele admite que participem de sua honra, todavia sem resignar nada de si próprio. Assim Deus, era o Pai espiritual de Timóteo, e, estritamente falando, exclusivamente ele; Paulo porem, que fora ministro de Deus no novo nascimento de Timóteo, reivindica para si direito ao titulo, porem em segundo plano.
Acima do carinho que Paulo tinha por Timóteo, o zelo do apostolo pelo evangelho era acima de qualquer coisa. Após saúdá-lo Paulo começa a orientá-lo sobre:

As falsas doutrinas ou ao ensino de doutrinas diferentes (v 3-10). O termo grego que ele utiliza (heterodidaskalein), é um composto, e pode ser traduzido num sentido ou de “ensinar de modo diferente, fazendo uso de um novo método”, ou de “ensinar uma nova doutrina”. Erasmo traduz essa passagem, como “seguir uma nova doutrina”. Erasmo foi um teólogo e um humanista neerlandês que nasceu no ano de 1.446 e morreu em 1.536 (Séculos 15 e 16). Se lermos ensinar de uma forma diferente, o significado será mais amplo, pois Paulo estaria proibindo a Timóteo de permitir a introdução de novos Métodos de ensino que sejam incompatíveis com o modo legitimo e genuíno que lhe havia comunicado. Como a verdade de Deus é única, assim não há senão um só método de ensiná-la, o qual se acha livre de falta de pretensão e que degusta mais saborosamente a majestade do Espírito do que a eloqüência humana.
Irmãos quero chamar-lhes suas atenções para esse ponto. O que estamos vendo nas igrejas modernas hoje, em pleno século 21? Paulo nesta carta a Timóteo estava querendo alerta-lo para as praticas, os ensinamentos que estavam corroendo o povo, indo aos poucos ganhando seu espaço. Dentre essas praticas vemos a cultura Judaizante, o Gnosticismo, ou até mesmo as tradições gregas da época.
Gnosticismo: Foi uma seita que teve suas raízes logo após o inicio da Igreja Cristã. Alguns pesquisadores afirmam que as evidencias de sua existência, mesmo antecede o cristianismo. Seja qual for o caso, o erro do gnosticismo, afetou a cultura e a igreja da época, e o apostolo João faz menção a essa seita em sua primeira carta capitulo 4.
A palavra “gnosticismo” vem da palavra grega “gnosis” que significa “conhecimento”. Havia muitos grupos que foram gnósticos e não é possível simplesmente descrever as nuances de cada variante de doutrinas gnósticas, pois uma vez que eles ensinavam que a salvação é alcançada através do conhecimento pessoal. O período do gnosticismo é facilmente aparente. Eles negam a encarnação de Deus como o Filho. Ao fazê-lo, nega a real eficácia da expiação, pois, se Jesus não é Deus, Ele não poderia expiar pela humanidade e ainda estaríamos perdidos em nossos pecados.

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