segunda-feira, 22 de março de 2010

Marcha pra Gezuis 2010 1a. Chamada

Por Vera Siqueira
http://www.estrangeira.wordpress.com/

Já estamos em contagem regressiva (literalmente, vide www.igospel.com.br) para mais uma edição da Marcha para Jesus em São Paulo. Será no dia 3 de junho de 2010, quinta-feira, feriado católico de Corpus Christi (será uma alfinetada gospel, uma vez que o “feriado” da Marcha para Jesus foi sancionado pelo presidente Lula para ocorrer 60 dias depois da Páscoa, ou seja, nesse ano no sábado 5 de junho?).



A Marcha para Jesus foi patenteada pelos líderes da Igreja Renascer em Cristo, e reúne líderes de outras denominações, com total predominância, nos trios elétricos, de bispos e pastores da própria denominação. Tem o objetivo oficial de evangelizar a cidade e profetizar bênçãos sobre ela, porém fica implícito o desejo de mostrar poder e soberania denominacional, fortalecer teologias espúrias como a da prosperidade (assumida pela maioria das denominações que participam do evento, que muitas vezes tosquiam suas ovelhas vergonhosamente em busca de mais poder terreno), além de servir de palanque para os candidatos a políticos gospel. Esse ano, aliás, é ano de eleições no Brasil.



Na última edição da Marcha para Gezuiz (escrevo assim por entender que Jesus não compactua com ambição humana, com teologia da prosperidade, com heresias sutilmente adentradas na Igreja, e que é um outro, o tal de Gezuiz, que realmente é glorificado nessa marcha), um grupo de apenas 8 pessoas fez um protesto silencioso, apenas estendendo faixas onde se dizia:



“Voltemos ao Evangelho puro e simples. O $how tem que parar”



e estendendo versículos bíblicos em suas camisetas. Isso deveria passar totalmente despercebido, afinal, em tese, estávamos em meio a cristãos que marchavam por Cristo, ou seja, pela divulgação de Suas boas-novas, do Seu Evangelho, e versículos bíblicos como o estampado (1 Tm 6:3-10) deveriam ser vistos como um exemplo a ser seguido. Porém, essa simples manifestação cristã foi alvo de repúdio e até atos brandos de violência por boa parte da multidão, instigada pelos líderes “gospel”, o que prova que a tal marcha, de Jesus, não tem quase nada a não ser o nome.



Para saber os detalhes, leia os seguintes artigos:



http://estrangeira.wordpress.com/2009/11/02/um-dia-na-marcha-pra-gezuiz/



http://estrangeira.wordpress.com/2009/11/05/um-outro-olhar-do-protesto-na-marcha-paulo-siqueira/



http://estrangeira.wordpress.com/2009/11/07/um-outro-olhar-do-protesto-na-marcha-laudinei/



http://estrangeira.wordpress.com/2009/11/05/um-outro-olhar-do-protesto-na-marcha-vitor-cid/



Porém, como imagens falam mais do que palavras, assista também ao vídeo Duas Marchas, produzido por Pablo Silva:



http://videolog.uol.com.br/video?493923 (vídeo completo, não precisa esperar carregar)

3 comentários :

  1. Continuação...


    Como na “MARCHA PARA JESUS” as pessoas caminhavam alegres achando que estavam indo para o céu imaginário delas, mal sabiam que aquela marcha os conduziriam à morte nas câmaras de gás dos seus algozes. Foram convencidos, com uma boa conversa, de que havia verdade no que estavam recebendo, no entanto, o quue os esperava no fim da linha era a morte. Morreram acreditando em mentiras bem contadas e bem floreadas de enganos.

    O regime de cristianismo moderno nas igrejas do século XXI nada tem de engrandecedor. Nos rituais e reuniões de concentração, não se buscava a qualidade do cristianismo, nem a cura para os problemas da alma, mas sim a exploração paga das pessoas, a degradação do ser humano, e a desmoralização do Evangelho. O cristianismo munderno obriga-nos a pensar que temos de estar sempre conscientes de que a nossa capacidade para mudar o mundo, ou o poderio que nos dão as Escrituras, têm de ser sempre balizados por referências espirituais e morais muito fortes, que evitem que a religião sem moral conduza o povo ao inferno com promessas vazias e desprovidas dos princípios elementares da fé cristã. No cristianismo munderno escondem-se e condensam-se, todas as contradições de uma religiosidade consumista, que está voltada exclusivamente para satisfazer a carne e não ao coração e a alma. Como nos campos de concentração o médico como Mengele não se via como um criminoso a enganar e conduzir à morte milhares de Judeus, hoje também há muitos líderes que, para o que eles crêem, pouco importa se a multidão está ou não sendo conduzida para o inferno, o que interessa são os lucros de suas idéias e projetos mirabolantes. É uma marcha aqui, outra ali e a multidão, como ovelhas, vai sendo sutilmente conduzida para o matadouro achando que irão para pastos verdejantes.

    Em momentos de instabilidade na fé, de insegurança e de incerteza, em momentos de medo, surgem movimentos que buscam na religião uma identidade com as necessidades do povo, e para isto montam projetos fundamentados em ideologias, filosofias e outras linhas de conduta para subverter, perverter e distorcer os ensinos de Jesus adaptando-os aos modelos modernos de religiosidade. Pouco importa se são apenas formas vazias, sem conteúdo, o que vale é agregar o maior numero de pessoas em torno de suas idéias. Hoje, com o sucesso e o alcance das mídias escrita, falada e televisada os oportunistas encontraram um campo fértil para a caça às suas presas, e para isto eles fazem qualquer negócio usando o nome de Deus, inclusive organizar uma “MARCHA PARA JESUS”, que para Jesus não tem absolutamente nada. Antes de entrar na fila para marchar para sabe-se lá o que, lembre-se dos campos de concentração...


    “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”
    Salmos 90:12

    Carlos Roberto Martins de Souza

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  2. ENGANADOS EM MARCHA PARA O INFERNO

    Os terrores da Segunda Guerra Mundial são lembrados na sua maioria pelas atrocidades cometidas pelos Alemães, não só nos fronts de batalha, mas principalmente no limite dos alambrados que cercavam os campos de concentração e extermínio. Espalhados estrategicamente pelos países que aos poucos iam sendo ocupados, os campos foram descobertos anos depois de entrarem em operação.

    Em um letreiro sobre à porta de entrada do campo de Auschwitz pode-se ler, ainda hoje, num sinal de desprezo e sarcasmo, o lema “O TRABALHO TE FARÁ LIVRE”. Na verdade, muitos prisioneiros, enganados pela propaganda nazista, acreditavam realmente que Auschwitz e outros campos de concentração nazistas eram apenas lugares de trabalho. Poucos sabiam exatamente o que era a “FÁBRICA DA MORTE”. O regime de trabalho em Auschwitz nada tinha de engrandecedor. Nos trabalhos forçados dos campos de concentração, não se buscava a rentabilidade, mas sim a exploração gratuita, a degradação do ser humano, inimigo do regime nazista. Auschwitz obriga-nos a pensar que temos de estar sempre conscientes de que a nossa capacidade para mudar o mundo, ou o poderio que nos dão as tecnologias, têm de ser sempre balizados por referências morais muito fortes que evitem que a técnica sem moral conduza ao utilitarismo. Em Auschwitz escondem-se, condensam-se, todas as contradições das nossas sociedades modernas. Até a ideia de progresso, pois um médico como Mengele não se via como um criminoso, mas como alguém que procurava fazer avançar a ciência, que queria perceber as raízes biológicas dos comportamentos humanos e o fazia pelo método experimental.

    Porque citei isto? Simples, hoje, a maioria de nossas igrejas transformaram-se em verdadeiros “CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO”, locais onde o engano virou rotina e as promessas de vida fácil não passam de engodo e de violação do direito. Milhões de pessoas estão caminhando para estes locais achando que lá receberão de tudo e que a vida será próspera. Muitos, pelo desespero e pela ânsia de encontrar Deus, mal percebem que estão sendo enganados e lesados, que estão servindo apenas para fazer parte das estatísticas desta ou daquela igreja o denominação.

    A placa “O TRABALHO TE FARÁ LIVRE” dos campos nazistas foi trocada pela placa “JESUS CRISTO TE FARÁ LIVRE”, e os cristãos mundernos, por falta de vontade, por comodidade e por preguiça, preferem acreditar e aceitar as formulas apresentadas pelos Generais do Exército inimigo, cumprindo com alegria as orientações por eles impostas. Marchem, marchem, é para Jesus!!! Façam isto ou do contrário o castigo eterno cairá sobre vocês!!! Marchem soldados da ignorância, marchem soldados da do exercito dos acomodados, não questionem seu superiores, apenas marchem!!! É para J E S U S!!!

    Os cristãos, motivados pela bagunça, pelo descaso com a Palavra de Deus e pelo comércio que se transformou a religião, não percebem que estão indo no caminho da “FABRICA DA MORTE ETERNA”, o inferno, guiados e iludidos por homens que buscam apenas a exaltação de suas denominações, de suas empresas, de seus negócios e de si mesmos. A bagaceira cristã esta servindo de divertimento e de entretenimento para muita gente, mas também está rendendo lucros incalculáveis para os mais espertos, isto só não vê que não quer.

    A “MARCHA PARA JESUS” nada mais é do que uma réplica das marchas para os campos de concentração nazistas, assim como no passado, as pessoas estão seguindo lideranças corruptas, oportunistas, mentirosas, sem compromisso com nada e que estão apenas preocupadas com a propaganda e com o sucesso de seus eventos. O que estes Nazistas do cristianismo querem é aproveitar a diabólica “ONDA GOSPEL” para dar ainda mais solidez aos seus impérios.

    Continua...

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  3. CArlos Roberto, muito bom seu texto;

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